Instituição, que funcionará normalmente durante os feriados prolongados da Páscoa e de Tiradentes, também realiza visitas mediadas especiais para todos os públicos
O Museu da Língua Portuguesa promove uma série de atividades relacionadas às culturas dos povos originários neste mês de abril, quando se comemora o Dia dos Povos Indígenas. Entre elas, um sarau comandado pelo rapper MC Xondaro e visitas mediadas que destacam as influências e marcas das centenas de línguas indígenas no português do Brasil. Outros destaques do mês são os debates sobre o Acervo Digital do Museu e um espetáculo de dança que mescla funk e samba-rock. Localizado no histórico prédio da Estação da Luz, o Museu, que celebra 20 anos em 2026, é uma instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo.
O Museu funcionará normalmente durante a Páscoa e no dia de Tiradentes, sendo uma excelente opção de passeio para quem estiver na capital paulista durante os dois feriados prolongados do mês.
Culturas Indígenas
O Sarau no Museu de abril vai acontecer no dia 25 (sábado), às 17h, no Pátio B, com entrada gratuita e a presença da comunicadora do Coletivo Arandu Mirim, Samara Para Mirim, do povo Guarani Mbya; da modelo e multiartista Ciara Ara Poty, das etnias Guarani Mbya e Tupi Guarani; e da artista visual Tamikuã Txihi, do povo Pataxó. Curador desta edição do Sarau, o rapper MC Xondaro, do OZ Guarani, também vai comandar a atividade. O microfone ficará aberto para quem quiser apresentar a sua arte.
Assim como o Sarau, atividades do Núcleo Educativo também vão celebrar o mês do Dia dos Povos Indígenas (19 de abril). Nos dias 18 e 25 de abril (sábado), às 10h, acontecerá a visita especial Quem Civiliza Quem?. Nesta ação, os educadores e educadoras realizam uma imersão nas experiências da exposição principal do Museu para destacar as influências e as marcas das línguas indígenas no português falado no Brasil. O público passará, por exemplo, pela instalação Palavras Cruzadas, onde uma tela interativa mostra palavras de origem Tupi que foram incorporadas ao nosso vocabulário. Entre elas, cupim, arara e mutirão.
Também em 18 e 25 de abril (sábado), só que às 11h, é a vez da visita especial Presenças Indígenas no Guaré e região da Luz. O passeio traçará um diálogo entre a história da Estação da Luz, sede do Museu, e dos Campos do Guaré, como era conhecido o território que também abrange parte do Bom Retiro e dos Campos Elíseos. O objetivo é explicar de que maneira as transformações sociais, geográficas, históricas e sociais nesses locais impactaram a sobrevivência dos povos originários que viviam nessas áreas.
No dia 24 de abril (sexta-feira), o Núcleo Educativo ocupa o Saguão Central da Estação da Luz das 12h às 13h com a atividade Palavras Cruzadas: estações do Metrô e CPTM com nomes de origem indígena, um jogo que ajuda o público a descobrir as origens indígenas de palavras como Tucuruvi, Itaquera e Tamanduateí.
No Acervo Digital do Museu (acervo.museudalinguaportuguesa.org.br) há ainda informações, fotografias e documentos relacionados à exposição temporária Nhe’ẽ Porã: Memória e Transformação. Exibida entre outubro de 2022 e abril de 2023, a mostra abordou as cerca de 175 línguas indígenas que resistem e existem no país, o que faz do Brasil um país multilíngue. São encontrados também dados sobre as itinerâncias do projeto, que passou por Belém (PA), Rio de Janeiro, São Luís (MA) e Paris.
Debates
O Centro de Referência do Museu da Língua Portuguesa realizará dois encontros, sendo um presencial e outro virtual, que vão debater patrimônio cultural e banco de dados de instituições de memória.
No dia 8 de abril (quarta-feira), acontece o Ciclo de Encontro – Acervo, informações e acesso público: o banco de dados do Museu da Língua Portuguesa. O encontro vai apresentar os fundamentos conceituais, as escolhas metodológicas e as soluções em software livre que orientaram o desenvolvimento do Acervo Digital do Museu. A ação, presencial, será realizada das 14h às 17h30, no Auditório do Museu. A participação é gratuita, com inscrições on-line por meio do Sympla (clique aqui). Haverá emissão de certificado de participação e tradução em Libras.
São convidados do encontro Camila Aderaldo e Amanda Siqueira, respectivamente, coordenadora e técnica em documentação do Centro de Referência do Museu da Língua Portuguesa; Tayna Rios, Chefe da Divisão Técnica Museológica (DPPC) da Secretaria da Cultura, Economia e Indústrias Criativas do Estado de São Paulo; Charlley Luz, sócio da Feed Consultoria; Pedro Herzog e Sérgio Boiteux, diretores da empresa Plano B.
A plataforma digital também será debatida no Programa Conexões Museus – Construindo Caminhos para a Informação: banco de dados em Museus, no dia 15 de abril (quarta-feira), às 14h. A atividade vai acontecer pelo Zoom – as inscrições devem ser feitas pelo Sympla (clique aqui). Na ocasião, Camila Aderaldo e Amanda Siqueira também vão abordar os desafios e caminhos para a criação e gestão de bancos de dados em museus e instituições de memória. Haverá emissão de certificado de participação e tradução em Libras.
Plataforma Conexões e FUNK
Em abril haverá a terceira apresentação do projeto Plataforma Conexões. No dia 25 (sábado), às 12h, no Saguão Central da Estação da Luz, a atração é o espetáculo de dança Da Quebra Brada: Uma Carta Aberta, do Coletivo Soul Dip. A montagem incorpora elementos da estética periférica paulista, como pixo, samba-rock, funk e dança lagartixa.
Em 2026, o Plataforma Conexões do Museu selecionou trabalhos com o tema Culturas Urbanas, englobando, também, os ritmos musicais da cidade e sua diversidade cultural, em diálogo com a exposição temporária FUNK: Um grito de ousadia e liberdade, atualmente em cartaz.
Com 473 obras em exibição, entre pinturas, fotografias e registros audiovisuais, a exposição temporária FUNK: Um grito de ousadia e liberdade apresenta as marcas deste movimento cultural que transforma modos de falar, vestir e criar. Concebida pelo Museu de Arte do Rio (MAR), a mostra tem curadoria de Taísa Machado, Dom Filó, Amanda Bonan, Marcelo Campos e Renata Prado.
A exposição evidencia o caminho percorrido pelo funk desde a influência da música negra estadunidense, passando pelos bailes black e soul dos anos 1960 e 1970, até o estabelecimento no Rio de Janeiro com características próprias e depois em São Paulo, onde também assumiu feições locais. A versão paulistana do projeto inclui obras de nomes como Tami Silva, Brenda Nicole e Rafa Black, que destacam o funk na Baixada Santista e na capital paulista.
No dia 11 de abril (sábado), o Núcleo Educativo realiza a visita mediada especial Mulheres no Funk à mostra temporária. Na ocasião, será destacada a presença das mulheres, entre elas Deize Tigrona, no surgimento e na consolidação do funk como movimento musical, cultural, econômico e estético no Brasil. O passeio terá início às 13h. Os grupos são formados 15 minutos antes no Pátio A, perto da bilheteria.
SERVIÇO
Museu da Língua Portuguesa
Praça da Luz, s/n – Luz – São Paulo
De terça a domingo, das 9h às 16h30 (com permanência até as 18h)
R$ 25 (inteira); R$ 12,50 (meia)
Grátis para crianças até 7 anos
Grátis aos sábados e aos domingos (até 12 de abril)
Grátis às terças-feiras e aos domingos (a partir de 14 de abril)
Acesso pelo Portão A
Venda de ingressos na bilheteria e pela internet
Classificação indicativa da exposição FUNK: Um grito de ousadia e liberdade: 14 anos
