Instituição chega a 2026 com mais de 5,3 milhões de visitantes, sendo uma excelente dica de passeio para quem está em São Paulo. As comemorações vão acontecer ao longo do ano
Este mês marca o 20º aniversário do Museu da Língua Portuguesa, que abriu suas portas para o público no dia 21 de março de 2006. Para celebrar esta data, haverá uma série de atividades especiais, incluindo um show com José Miguel Wisnik e Tiganá Santana, que vão se estender ao longo dos próximos meses. Localizado no histórico prédio da Estação da Luz, o Museu é uma instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo.
A programação especial tem início no dia 5 de março (quinta-feira), quando o Luz na Tela, o projeto de cinema gratuito do Museu, exibirá os curtas-metragens Uterus e Queria Ser um Pássaro. Dirigidos por Thais Carvalho e produzidos com o Coletivo Mulheres da Luz, ambos dão voz a trajetórias de mulheres em situação de prostituição. Na mesma sessão, haverá o lançamento de um minidocumentário sobre o Festival Pop Rua. Com produção de Mangueio Filmes, Cine Fluxo e Trim Produções, o filme mostra como foi a ação. A exibição acontece a partir das 19h, no Auditório. Os dois trabalhos artísticos são resultado do Festival Pop Rua – População em Situação de Rua e o Direito à Cultura, evento feito por e para pessoas em situação de vulnerabilização social no território da Luz, realizado em 2023 e 2025 em parceria com o Sesc Bom Retiro.
A jornalista e apresentadora Roberta Martinelli comanda a edição especial do Sarau no Museu no dia 7 (sábado), a partir das 17h. Ela receberá como convidadas as cantoras, poetas e compositoras Luna Vitrolira, BUHR e Maria Beraldo. Esta atividade será realizada no terraço do Museu, com uma vista privilegiada da torre do relógio da Estação da Luz e de parte do centro da capital paulista. O microfone, claro, ficará aberto para quem quiser mostrar a sua arte.
O público também poderá participar de visitas especiais à exposição principal com acompanhamento de pessoas que atuam nos bastidores ou em projetos do Museu. No dia 7, às 10h, a curadora especial do Museu da Língua Portuguesa, Isa Grinspum Ferraz, será a mediadora. No dia 14, também às 10h, Majoí Gongora e Hekeré Terena vão capitanear o passeio. No dia 21, às 13h, quem comanda a visita é Danee Alves Amorim, integrante do Coletivo Tem Sentimento, grupo do território da Luz que realiza atividades em parceria com a instituição.
Educadores e educadoras do Museu assumem a mediação das visitas especiais nos dias 21 e 22 de março, sábado e domingo. Serão passeios que percorrerão a exposição principal, com recortes específicos do conteúdo apresentado em experiências como o Palavras Cruzadas, ou espaços do histórico prédio da Estação da Luz, onde o público em geral não tem acesso no dia a dia.
As celebrações dos 20 anos do Museu em março não param por aí.
No dia 18 (quarta-feira), às 14h, será lançada uma publicação que detalha as atividades realizadas pelo Núcleo de Articulação do Museu junto aos coletivos e demais grupos dos bairros da Luz, Santa Ifigênia, Campos Elíseos e Bom Retiro. No dia 21 (sábado), será apresentado ao público o banco de dados do Museu da Língua Portuguesa, uma plataforma que reúne e organiza os conteúdos produzidos e acumulados pelo Museu ao longo de sua trajetória, incluindo informações sobre as suas exposições e itens do acervo.
Ainda no dia 21, finalizando as atividades comemorativas dos 20 anos do Museu em março, haverá dois eventos.
Um deles será o show que reunirá, na Praça da Língua, os músicos José Miguel Wisnik, Tiganá Santana e João Camarero, e contará com a participação de Zahy Tentehar. O espetáculo vai celebrar a riqueza da língua portuguesa do Brasil através de suas canções. O espetáculo terá início às 12h15, com entrada gratuita (sujeito à lotação do espaço).
A partir das 16h, no Saguão Central da Estação da Luz, acontecerá uma oficina de passinho, um dos estilos de dança do funk. A agitada e divertida aula será comandada pelo coletivo NGKS em diálogo com a mostra temporária FUNK: Um grito de ousadia e liberdade, em cartaz no Museu até agosto.
Para além dos 20 anos
Em março terá também a segunda apresentação do projeto Plataforma Conexões. No dia 28, às 12h, no Saguão Central da Estação da Luz, a cantora Clara Lima apresenta o show As Ruas Sabem, no qual aborda temas como identidade, resistência e criação artística por meio de canções de rap.
Em 2026, o Plataforma Conexões do Museu selecionou trabalhos com o tema Culturas Urbanas, englobando, também, os ritmos musicais da cidade e sua diversidade cultural, em diálogo com a exposição temporária FUNK: Um grito de ousadia e liberdade, atualmente em cartaz.
Com 473 obras em exibição, entre pinturas, fotografias e registros audiovisuais, a exposição temporária FUNK: Um grito de ousadia e liberdade apresenta as marcas deste movimento cultural que transforma modos de falar, vestir e criar. Concebida pelo Museu de Arte do Rio (MAR), a mostra tem curadoria de Taísa Machado, Dom Filó, Amanda Bonan, Marcelo Campos e Renata Prado.
A exposição evidencia o caminho percorrido pelo funk desde a influência da música negra estadunidense, passando pelos bailes black e soul dos anos 1960 e 1970, até o estabelecimento no Rio de Janeiro com características próprias e depois em São Paulo, onde também assumiu feições locais. A versão paulistana do projeto inclui obras de nomes como Tami Silva, Brenda Nicole e Rafa Black, que destacam o funk na Baixada Santista e na capital paulista.
SERVIÇO
Museu da Língua Portuguesa – 20 anos
Praça da Luz, s/n – Luz – São Paulo
De terça a domingo, das 9h às 16h30 (com permanência até as 18h)
R$ 25 (inteira); R$ 12,50 (meia)
Grátis para crianças até 7 anos
Grátis aos sábados e aos domingos
Acesso pelo Portão A
Venda de ingressos na bilheteria e pela internet
Classificação indicativa da exposição FUNK: Um grito de ousadia e liberdade: 14 anos
